Maio 22, 2026

Banco de Portugal reduz para 45% taxa de esforço máxima no crédito à habitação

O Banco de Portugal (BdP) apertou as regras na concessão de crédito à habitação, reduzindo o limite máximo da taxa de esforço de 50% para 45%. A medida visa travar o endividamento excessivo e mitigar riscos no setor financeiro.

O Motivo: O “Boom” do Crédito Jovem

O travão do regulador surge na sequência da forte adesão à garantia pública para jovens (financiamento a 100%). No arranque da medida, este segmento chegou a representar:

  • 27,9% dos novos contratos de crédito habitação.
  • 31,7% do valor total financiado em Portugal.

Para evitar perfis financeiros demasiado no limite e prazos de pagamento excessivos, o supervisor avançou com restrições.

As 3 Grandes Mudanças

  • Menos Capacidade de Empréstimo: O total das suas prestações mensais (casa, carro, cartões) não pode exceder 45% do rendimento líquido mensal. O valor máximo que o banco lhe pode emprestar baixa de forma imediata.
  • Corte nas Exceções dos Bancos: O BdP reduziu as quotas flexíveis que permitiam aos bancos aprovar, excecionalmente, créditos a clientes com taxas de esforço até 60%.
  • Prazos Sob Vigilância: Mantém-se a pressão para não estender os contratos até à idade da reforma, limitando as maturidades máximas:
    • Até 30 anos: Máximo de 40 anos de prazo.
    • Entre 30 e 35 anos: Máximo de 37 anos de prazo.
    • Mais de 35 anos: Máximo de 35 anos de prazo.

Dica para o comprador: Para garantir a aprovação do crédito com as novas regras, amortizar outros empréstimos (como o do carro) ou reforçar o valor da entrada são as melhores estratégias para baixar a taxa de esforço.